Estamos no tempo de quaresma, que é um tempo forte de oração, onde somos chamados a entrar no nosso quarto (coração) e rezar cotidianamente (Mt 6,6), para voltar o nosso coração a Deus, pois a oração eleva o nosso ser a Ele. Na quaresma somos convidados a termos momentos fortes de oração. Dentre eles destacamos a participação nas missas, via sacras, terço, caminhadas penitenciais.
A oração é uma forma de comunicação com Deus e uma forma de deixar-se amar por Ele; pois Deus é amor (1 Jo 4, 16) e na medida que nos aproximamos Dele cresce nosso amor por Ele, pois a oração é uma relação de aliança e de comunhão entre Deus e os homens. Uma boa vida de oração pode ser comparada com o respirar, sendo o não querer rezar como o não querer respirar; assim como a pessoa não pode ficar sem respirar para viver, do mesmo modo o cristão não pode ficar sem oração para ter uma vida cristã autêntica e de comunhão com Deus e com os irmãos, pois sem o respiro falta força para manter a pessoa saudável, sem a oração falta a força espiritual para manter uma vida cristã saudável e frutuosa. Assim, o fruto da oração é poder rezar constantemente, como o fruto da respiração é poder respirar constantemente.
A Igreja busca, de diversas formas, incentivar e educar as famílias para a vida de oração, que tem como característica ser realizada em comum, ou seja, os pais e filhos rezando juntos. O conteúdo dessa oração é a própria realidade familiar, incluindo tanto as dores quanto as alegrias vividas no seio da família. Para que os filhos desenvolvam uma vida de oração constante, os pais têm a missão de educá-los nessa prática, ajudando-os não apenas a crescer na relação com Deus e no diálogo com Ele, mas também a mergulhar no mistério divino (cf. João Paulo II, Familiaris Consortio, 1981, nn. 59-60). Dessa forma, a oração em família torna-se um alicerce espiritual que fortalece a fé e os laços familiares.
A oração se aprende rezando. Os discípulos vendo Jesus rezando pedem que Ele os ensine a orar (Lc 11,1). Ele atendeu a tal pedido ensinando a oração do Pai Nosso (Mt 6,9-13), na qual recomenda que a pessoa se dirija a Deus chamando-O de Pai, para cumprir como ele fez em toda a sua vida a vontade do Pai. Seguindo o exemplo de Jesus, os pais têm a missão de ajudar os filhos a aprender a rezar. A melhor forma de exercer essa missão é por meio do próprio exemplo de oração, onde os pais vão introduzindo os filhos, gradativamente, no mistério divino e na participação na vida da Igreja. A oração fortalece a proximidade entre os membros da família, unindo-os mais profundamente. Além disso, a oração familiar contempla as alegrias, as dores e as esperanças vividas no seio da família, transformando-se em uma prece sincera e em um louvor a Deus. Neste sentido lemos em Familiaris Consotio, n. 60 que: «só rezando em conjunto com os filhos, o pai e a mãe, enquanto cumprem o próprio sacerdócio real, entram na profundidade do coração dos filhos, deixando marcas que os acontecimentos futuros da vida não conseguirão fazer desaparecer».
Portanto, o exemplo concreto dos pais é uma forma eficaz de educar os filhos para a vida de oração, uma vez que a oração é parte integrante da vida cristã, sendo expressão da vida interior do ser humano. Além disso, a oração familiar fortalece os laços de unidade da família, pois uma família que reza unida permanece unida. Quando os pais rezam com os filhos, entram mais facilmente em sintonia com seus corações e com suas vidas. Cabe também aos pais a missão de educar os filhos para a dimensão litúrgica, o que inclui a participação de todos os membros da família nos atos de culto da Igreja, especialmente na missa (cf. Familiaris Consortio, n. 62).
A oração em família não se expressa somente em pedido, mas também em ação de graças. Por isso, para que se tenha um clima de oração em família, é recomendável que se reserve na casa um lugar para a oração, com símbolos religiosos para cultivar a espiritualidade familiar (cf. Diretório da Pastoral Familiar, n. 332). A prática da oração antes e depois das refeições é uma boa forma de crescer na unidade e na espiritualidade cristã. O terço em família também é uma excelente forma de desenvolver a espiritualidade familiar.
A participação na vida sacramental é fundamental para a vida espiritual da família, para buscar a santificação da mesma, sobretudo a participação na Eucaristia, que transparece a união de Cristo com a Igreja (cf. Diretório da pastoral familiar, n. 340), por isso, a missa é o ponto central da vida espiritual semanal da família, sobretudo do domingo (cf. Diretório da pastoral familiar, n. 341). É belo ver toda a família participando da missa, o que infelizmente não é mais comum no mundo hodierno.
Os fundadores Antônio e Marcos Cavanis nascidos em uma família cristã de práticas religiosas, desde a infância foram ajudados pelos pais a ter uma vida de oração, que foi intensificada com o início da obra por eles fundada, reconhecendo assim, que o desenvolvimento da Congregação não é mérito próprio, mas bênção de Deus. Além disso, eles em suas orações se abandonavam em Deus. A oração deles era feita na aceitação da vontade divina e para o louvor e a glória de Deus.
Enfim, a oração é prece de cada filho de Deus que acolhe e responde ao amor divino (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 2712). A oração é a elevação da alma a Deus. Assim, neste tempo quaresmal que cada um se entregue a oração, celebre a redenção da humanidade no mistério pascal.
Comunicados:
– 19 de março – Aniversário natalício do Pe. Rodrigo Duarte, parabenizamos pelo seu aniversário natalício e que a graça e a bêncão de Deus sejam abundantes em sua vida.
– 20 de março– Aniversário natalício do Pe. Aparício Carneiro Filho, parabenizamos pelo seu aniversário natalício e que a graça e a bêncão de Deus sejam abundantes em sua vida.
– 20 de março – aniversário da ordenação Presbiteral do Pe. José Sidney do Prado Alves, Superior Regional da Região Andina, parabenizamos pelo aniversário de ordenação e desejamos um fecundo e abençoado ministério.
– 13 de abril – Primeira Profissão Religiosa do Noviço Kain Patrick Domingues Dias, na Paróquia São Sebastião de Ortigueira, 19h.
Fraternalmente,
Padre Rogério Diesel, CSCh – Superior provincial